China força controlo de natalidade na população Uighur em Xinjiang

Relatório indica ameaças com internamento em campos de "reeducação".

O governo chinês está a forçar mulheres da minoria muçulmana Uighur em Xinjiang a submeterem-se a cirurgias de esterilização e a usar dispositivos intrauterinos com ameaça de internamento em campos de detenção, segundo um relatório de Adrian Zenz.

A China nega as acusações, afirmando que não têm credibilidade. A pesquisa de Adrian Zenz baseou-se em dados regionais oficiais, registos de políticas e entrevistas com mulheres de minorias éticas em Xinjiang.

As ameaças de internamento são feitas às mulheres que têm menos de dois filhos, o máximo permitido pela legislação de controlo natal na China. As mulheres são obrigadas a implementar dispositivos intrauterinos ou pressionadas a fazer cirurgias de esterilização.

Cerca de 11 milhões de Uighurs vivem na região de Xinjiang e mais de 1 milhão foram internados desde 2017 em campos de detenção. A China negou a existência destes campos, passando depois a afirmar que eram “campos de reeducação”.

A China defende o controlo sobre os Uighurs como defesa nacional, apontando para dois ataques terroristas em 2013 e 2014, reinvidacados por extremistas Uighurs.

O território de Xinjiang foi anexado pela China em 1949.

Fontes: BBC, NPR

Imagem de capa: Mulher Uighur com o filho [Foto: AFP]